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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 118

Por fim, com uma expressão firme, Margarida desviou o olhar gelado de Lorenzo e Nanda e se voltou para Vicente, fazendo um pedido sem rodeios, mas cheio de razão:

— E mais uma coisa, que é o mais importante agora. Senhor Vicente, por favor, providencie logo a transferência do Lorenzo e da Nanda para outro hospital. Os dois são os culpados, então não vejo motivo algum para que eu e a Teresa precisemos dar espaço para eles ou facilitar a vida desses dois.

Expor os erros de Lorenzo e mostrar o verdadeiro rosto de Nanda era algo que Margarida já tinha planejado desde o começo. Mas expulsá-los do hospital também fazia parte dos seus planos.

Ver Nanda seguindo Lorenzo de volta ao país para causar confusão e ainda por cima curtindo de boa as melhores condições do hospital mais renomado da cidade, com tratamento VIP... Isso, para Margarida, era inaceitável.

Ela queria que, a partir daquele dia, Nanda entendesse de verdade que, se quisesse tentar alguma intriga contra Teresa, deveria pensar mil vezes se estava pronta para aguentar as consequências.

Nanda, completamente sem forças, agora parecia arrependida até demais, nem conseguindo mais derramar lágrimas.

Como podia existir alguém como Margarida, uma mulher que não sabia perdoar, que, quando resolvia se vingar, destruía até o último pedaço do adversário?

No final das contas, aquele hospital pertencia ao Grupo Almeida, era o hospital privado mais sofisticado de Santarino, e Nanda só estava ali graças ao prestígio de Lorenzo.

Agora, com Margarida exigindo a saída deles, Nanda não só perderia o melhor atendimento, mas Lorenzo, por mais orgulho que tivesse, sairia humilhado dali.

Tudo era culpa das próprias escolhas de Nanda.

Sem ter mais como sustentar o papel de vítima, Nanda largou o drama, se apoiou como pôde e, tremendo, tentou ao menos conseguir algum apoio de Lorenzo.

Mas Lorenzo já estava afastado dela. Com o rosto fechado, ele se virou e foi atrás de Margarida por conta própria. Parando diante dela, declarou, num tom abatido:

— Vou levar a Nanda embora agora mesmo e transferir ela para outro hospital.

Ele atendeu ao pedido de Margarida, mas seus olhos buscaram Teresa, ao lado da amiga. Aquele olhar, antes sempre arrogante, trazia agora um toque de vulnerabilidade.

— Eu não imaginava que tudo fosse desse jeito. Desculpa...

...

O hospital, depois do caos, voltou ao silêncio, como o mar que se acalmava após a tempestade, mesmo com correntes perigosas escondidas lá no fundo.

Numa sala de descanso afastada do corredor, Vicente estava de pé junto à janela, com a expressão fechada.

Lorenzo, inquieto, não ousava demonstrar toda a raiva acumulada na frente de Vicente. Ficou ali, comprimido, o orgulho amassado, quase explodindo por dentro.

O silêncio tomou conta até que, finalmente, quem quebrou o clima foi Vicente.

— Quando te liguei antes, você desligou o celular de propósito? — Ele se virou, encarando Lorenzo com olhos afiados. — Você ignorou minhas ligações e ainda apareceu no hospital com Nanda querendo que a Margarida pensasse besteira de mim? Foi tudo planejado para me prejudicar?

— Não! Não, não foi nada disso! — Lorenzo se apressou em negar. Sabia que se Margarida ficou furiosa, Vicente ficaria ainda pior, mas aquela acusação era pesada demais. — Meu celular já estava desligado desde o voo. Quando o avião pousou, na hora do almoço, eu até ia ligar, mas a Nanda começou a passar mal do nada por causa da viagem longa. Fiquei focado em trazer ela para o hospital e acabei esquecendo do celular.

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